Não interessa o frio
Já é hora das trindades
Tosse ao desafio com os cães
Colado à brancura da parede dos quintais
Ainda mal se vê já aí vem.
Uma bucha dura, navalhinha de cortar
Venha mais um copo p'ra aquecer
Tem a alma fria de tanto tempo passar
Lá vem mais um dia p'ra esquecer
Sentado num banco, espera sempre o vento norte
O sol posto dita a sua sorte
Já não espera mágoas nem dá danos a ninguém
Dorme e já não volta amanha
Janita Salomé.
Quando leio este poema, lembro-me do meu pai.
Vejo a minha vida em fotografia.
Lembro os ideais de Abril.
Se eu já não posso crer que isto é verdade, porque leio este poema?
25 de Abril Sempre!!
Publicada por guida em sexta-feira, abril 18, 2008 4 comentários
Assinar:
Postagens (Atom)