prova de vinhos, sopas tradicionais e doces tradicionais...Igrejinha, Alentejo.




Olá a todos,
Mais uma iniciativa do CSRCDI. Fui apenas uma vez, ano passado, porque a minha vida profissional não me permitiu ir antes.
Este ano se o 'pregador' não mentir hei-de estar de serviço, mas com um pouco de esforço vou chegar a tempo de provar as delícias que serão apresentadas.
Venham visitar a Igrejinha.

hei marilena? quei? já acabaste de comeri? já. queres o kei? quero-me ir embora. tens ali a chave da carrinha...ê na percebo nada do que estã a dizeri..atão e vocês na vão até ás tasquinhas?
passou-se....
vim pra casa horas depois. estou a ouvir rodrigo 'fiz leilão de mim'. curto fado percebem? amanha é domingo. como odeio os domingos. estou de férias porém. acabei de falar com um amigo. certamente extraordinário. eu não sei se ele é extraordinário mas curto dele, é claro que nao vou dizer quem é. e agora pergunto-me a mim mesma: - porque permito que este blog seja lido por todos?
amanhã penso nisso.
a marilena tem 'euromilhões'. podemos jogar na lotaria e escolher os nossos próprios numeros. sabiam disto?
eu não sabia.
vou dormir, até amanhã.

e continua....
'espiona' estes óculos tão ma enervar. na trouxe o paninho na trouxe o krl. vou á casa de banho na me xates. o gilinho tá no quintal a comer pão seco. esqueci-me de trazer ração. ai aqui cheira mal. na te esqueças que choveu. encheu o cano encheu na sei quê encheu na sei que mais. tá água aqui debaixo da mesa. nunca ligas ao que eu digo. tu cagas no assunto, qualquer dia há aqui uma treva. o na sei quantos tá fodidíssmo agora na tem carro na tem o krl. olha é como eu... se quiser ir pa liberalitas julia também na tenho e o krl. é com muitos ssssssssssssssss fodidíssimo.
e com esta me vou.

3 de Novembro de um ano qualquer...

Estou no café ali da frente. Costumo ir quase todos os dias. A dona do café 'marilena' está em zen. Vá-se lá saber o que é zen. Falam do natal e do que era e do que poderia ter sido e do krl. Fala do natal com um sorriso, com nostalgia e com um sorriso. Todas as pessoas tinham umas meias e uma camisola interior e uma sombrinha de chocolate. E era gostoso. Outra amiga dizia que na podia ser que nao íamos ter prenda. Que só podíamos ter chocolates. Era uma angústia que não imaginam diz ela. Tinhamos canetas, tinhamos um brinquedo. Era o livro da anita diz outra. Venham cá buscar o 'menino de jesus'. Os chocolates chegavam sempre até ao carnaval. O meu irmão tinha uma agulha de crochet para tirar nao sei o que. Na minha casa a gente é tudo 'muita guloso'. Lá está 'inda' agora ali vinha no livro do inter marché...uma árvore de natal nao tens que obedecer ao papel higiénico, nem á indónésia, nem ao krl percebem? A minha árvore tem uns laços com fitas vermelhas ou azuis ou tudo misturado. Na minha casa tenho um pinheiro e ainda vou arranjar uma briga com o meu marido. Porque eu tenho um pote redondo que é só meio pote. É uma tarefa. Ele foi lá pôr o pinheiro. Eu meto lá no meu canto do natal perto da janela...essa é a minha ideia. Aquilo cai. Tenho que pôr um vaso. Eu já lhe disse, vais-me comprar um vaso como deve ser e vais meter tudo na sala. Tá grande o pinheiro. Agora cresceu muito porque está num vaso grande. Porque não o pões numa barra? Barra? ai nunca deixei morrer uma planta. As plantas comigo são milagrosas. Cactos quando morrem dá azar. Dá azar? Sim morremos 7 vezes. Ai eu não ligo nada a isso. Ai eu ligo. Ai eu não ligo. Ai tenho um cancro na garganta que é do caralho. O quê? olha na sei como vai ser. A única coisa que eu vou comprar este ano é...digam lá por mim.....um aventaliiiii. Porra eu este ano vou fazer um presépio. Aiiiiiiiiiiiiiiiii presépio, o meu marido levava aquilo até ao natal. Pra já ía ao musgo. Ía ao musgo ao campo. Mas trazia tudo. Quintas com porcos e tudo e tudo. Depois variava com ele próprio e desmanchava e fazia outra vez. Cada vez o presépio era maior. A árvore toda electrificada. Este ano eu vou fazer um presépio em massapão. Ai 'korror' comer o presépio.....ai 'korror'...quem é que come o menino jesus? Ai deus isso é uma heresia. Quem é que come a virgem maria? O pior é comer o burro. Mal por mal antes comer o sã josé. Ai o sã josé né santo. Ai é mas é santo cornudo. Na pode haver sanita. Na pode haver banhos na pode haver nada. ó estúpida hoje em dia existe a inseminação artificial. Tudo tanga. Não interessa, a virgem maria na conta. Queres apostar? Um jantarinho..e termina a história por hoje. Afinal chegou chegou um amigo. Pah a vaca é que come o menino jesus (nós por cá arrotamos). Em desespero de causa eu comia um rei mago. Um preto! Um árabe! O sandokan! Mas era de massapão. Eu nao como o pai natal fogo. Desculpa lá eu o pai natal recuso-me a comer. Já nem com viagra lá ía. Aquilo mete nojo, sabe mal á bruta, cheira mal á bruta. É o que o digo o Saramago é igual ao caviar. É chiquiiii mas intragável. Conseguir ler aquilo é do caraças. Eu nunca consegui ler 'kafka' e nunca consegui ler o Saramago. Foda-se amanha ofereço-te um livro do Paulo Coelho....foda-se naaaaaaaaaaaaaaaa gosto de p.c. porra aquilo é uma frase e um diário....ela tá-me a denunciar a mim...marilena antes de saires á francesa....e a conta?

Morte...

Ontem morreu a Jacinta Pepe, mãe de uma amiga. Fui ao funeral e ao enterro. Ouvi as tretas do costume que a Igreja insiste em nos ensinar... 'o Senhor é o meu pastor, nada me faltará'.
Estou angustiada e triste, felizmente ainda tenho a tal da esperança de que fala o poeta.
Hoje há mais uma estrela no céu..

Esperança

Canto,
Mas o meu canto é triste.
Não sou capaz de nehum outro, agora.
Em cada verso chora uma ilusão,
Tolhida na amplidão,
Que lhe sonhei.
Felizmente que sei
Cantar sem pressa,
Que sei recomeçar,
Que sei que há uma promessa,
No acto de cantar.

Miguel Torga 'Antologia Poética'

5 de Agosto, sexta-feira.






A minha vizinha sempre me diz: 'ó guida você não pode dizer as verdades todas. Além de não acreditarem ainda acham que você é maluca....!'






Bom...começo a pensar que sim. Ela tem razão. E pronto ando a tomar prozac há 3 meses. Estou muito melhor.






Modela-nos o humor este comprimidito.






Eu já não me aguentava ultimamente.

Quinta-Feira, Agosto de um ano qualquer. Comi na 'Jakina', pah 17,60€. Convidei o puto que é porreiro. Foi caro o jantar.

Havia um pedaço de carne que estava crú. Desta vez calhou ao míudo que me acompanhava.

veio o pai, uns amigos e mais um miúdo que conheço há tantos anos. Está apaixonado o poeta. O pai, orgulhosamente, disse-lhe: - 'queres beber alguma coisa?' o puto disse: - 'não, tenho que ir jantar'.

Durante quase todo o jantar, o meu e o do primeiro puto, percebem?...o segundo puto só falou na Vera. Tem uns olhos bonitos a Vera. Canta o fado e tem 17 anos. Poucos para o entender.

O puto, que está apaixonado, é poeta decimeiro.

Disse-lhe: - posso fazer uma crítica ZJ? Podes! É muita? perguntou ele. Não, é uma sugestão apenas se me permites..

Então lá lhe disse: - 'porque tens que dar uma entoação doentia ás décimas?'

Lá me explicaram que quem não dá a tal da entoação não é poeta decimeiro e ainda corre o risco de ser vaiado.

Senhora da Consolação é o mote...Igrejinha é a aldeia. primeiro fim de semana de Setembro é a comemoração. A Senhora da Consolação é a padroeira aqui da aldeia e, uma vez por ano há-de haver Festa Rija. Porra que calha sempre no fim de semana da Festa do Avante. Assisti apenas uma vez. Tinha cá vindo o Marco Paulo e pagava-se 300 paus, se a memória não me trai. Caríssimooooooooooo.

Nessa noite matei um gato branco enorme. Provavelmente por isso, perdi não sei quantos anos da minha vida..porque dizem que matar um gato é a foda completa.

Mas a foda completa é mesmo se morre o poeta...quem fica depois para contar a história? hum?

E o que é que tudo isto tem que ver com ir jantar á Jakina ou ser 4 de Agosto...?

O puto comeu e bazou. O poeta enamorado deu um kiss na Vera e corou muito. Paguei a conta e bazei. Vim beber café ao bar da frente como faço sempre.

Impossível não pensar em ti, e, em ti, e em ti..

Últimamente penso em três ti's ao mesmo tempo. Acham normal? Todos ao mesmo tempo. Cada um tem o seu charme. Todos os ti's são diferentes. Eu é que sou só uma.



Acabei de saber que a Emília partiu. A vida tem destas merdas. Não soube a tempo. Fiquei triste por não ter dado o tal abraço á minha amiga. Hoje parececeu-me ver o céu mais brilhante. Provavelmente são os meus olhos, não sei. Não há palavras para a morte.
Recebe um abraço enorme de solidariedade F.

Dia Internacional da Mulher

Não aprecio especialmente esta data, mas como a minha mãe até faz anos, parabéns mãe e mulheres do meu país.
Vale a pena recordar e evocar um texto lindíssimo de Maria Velho da Costa, chamado Revolução e Mulheres.http://www.youtube.com/watch?v=zwfgZImfSU4, dito duma forma brilhante por Mário Viegas com a participação de Lia Gama, e que tanto me emociona.



Um dia, quase em fim de tarde, tinha esquecido a caixa em cima da mesa. A casa enchera-se de pó. Pelas janelas de vidros enormes, já não entrava o sol. A vista para o castelo era agora um prédio de sete andares com tela preta no telhado. O rio, que se avista ao longe pela janela da porta da casa, já não tinha brilho. A água parecia não correr.


As varinas venderam todas as sardinhas e as canastras tornaram-se bibelôts em tamanho minúsculo. Já não há pregões: 'quem é que quer ver a minha lula? a minha sardinha é linda!!!!'


As gaivotas deixaram de nicar naquelas janelas. Até os pombos doentes e estúpidos deixaram de comer os restos de milho que os vizinhos teimosamente lhes atiravam.


No largo, o cauteleiro que era verde, pintou-se agora de negro. A aguarela que pintava o bairro era agora um tapete de uma qualquer loja dos trezentos.


A cidade, linda e amiga era agora uma colcha de renda amarelada e queimada pelo tempo.


Éramos agora um só.


No tempo em que festejávamos qualquer data, ou mesmo sem data, éramos dois.


Depois o meu namorado apaixonou-se e foi-se embora. A seguir veio o mau tempo. O inverno cobriu toda a cidade e levou-me com ele, para nunca mais voltar, ou então não...mas isso, só viria a saber muito tempo depois.


E a mensagem que nunca mais chega. Estava habituada a uma mensagem logo a passar as nove. Depois, seguiam-se as horas infinitas ao telefone, quase sempre com hora marcada, sempre com controle, muitas vezes com medo.


A vida não é justa para os amantes.
(continua...)

cirurgia de obesidade e custos

Tenho lido com alguma frequência, dúvidas de potenciais portadores de banda gástrica ou bypass gástrico, relativamente aos custos das cirurgias.
Se estas forem efectuadas em Hospitais privados, obviamente tudo se paga, até um agrafe. Mas, nos hospitais públicos através do Serviço Nacional de Saúde é gratuito. Só temos que pedir ao nosso médico de família que nos encaminhe para uma consulta de obesidade. Ele fá-lo internamente e, o hospital distrital chama-nos para a primeira consulta. No meu caso específico, demorou cerca de um mês e meio até chegar a data da primeira consulta que aconteceu em Julho de 2009.

Depois, seguem-se os exames pedidos, incluindo endoscopia (blhaccc) e consulta com o psicólogo e, se tudo estiver bem, é marcada a cirurgia. Agora... o operador diz e, bem, que não se está a tratar da obesidade recente, está a tratar-se da obesidade de 20, 30 anos, daí as listas de espera serem, em muitos casos, longas. A minha espera foi desde Julho/09 a Fevereiro/10, já contando com as épocas festivas e greve dos enfermeiros, etc. que sempre ajudam a atrasar um pouco mais. No caso da banda gástrica a lista é menor que no bypass que é uma cirurgia mais recente, e mais demorada. O médico deu-me a escolher entre uma e outra, frisando sempre que com ambas se perde peso de igual forma, só que com a BG o processo é mais lento mas a eficácia é igual. Contudo o Bypass é mais perigoso digamos e, irreversível. Ou seja, disse-me o operador, se não estou em erro, que a cirurgia cumpre o seu objectivo, quando conseguimos perder cerca de 30% do peso ideal. Depois se queremos mais e mais ou se conseguimos já é outra questão.

A Obesidade é uma doença crónica, mas tem tratamento.

De maneiras que somos nós que temos que dar o primeiro passo.

Força gente!



No dia seguinte cheirava a lama pois.
Lá nos encontramos de novo com muitas dificuldades.
Também desta vez total ausência de 'clics'.
Porra.

Cheirava a terra molhada.
Olhei para ti na certeza que seria apenas um olá.
Estava com medo e ansiosa e de novo com medo.
Olhaste para mim da mesma forma e não houve nenhum 'clic'.
Porra.